top of page
14-12 de agosto de 2024-Thiago Gouvea.jpg

O Banquete | Thiago Gouvea (2024)

O BANQUETE, de Mário de Andrade, foi encenado pela Companhia Ensaio Aberto, como a peça de estreia do novo Armazém da Utopia, em setembro de 2024.

Com direção de Luiz Fernando Lobo, é uma livre adaptação, feita por João Batista, da obra homônima de um dos maiores nomes da literatura brasileira: Mário de Andrade (1893- 1945). Escritor modernista, crítico literário, musicólogo, folclorista, Mário foi, principalmente, um grande ativista cultural brasileiro. Seu estilo inovador que marcou a primeira fase do Modernismo no Brasil era caracterizado, sobretudo, por uma busca de valorização da identidade e da cultura brasileira. Essa foi sua batalha durante toda a vida.

 

“pensar e falar brasileiro”

O BANQUETE nasceu da reunião de crônicas musicais escritas semanalmente por Mário de Andrade para o rodapé “Mundo Musical”, do jornal Folha da Manhã, e, posteriormente, publicadas em forma de livro. Em 1943, Mário deu início a esse projeto, não finalizado com sua morte em 1945. Autor que encarava a arte como incisiva forma de combater, de discutir problemas vibrantes, de levantar questões de forma pragmática, sem se preocupar em criar obras “perfeitíssimas e eternas”, Mário aproxima-se assim de uma ideia de “não-síntese”, de uma “arte do inacabado”. Justamente por isso, O BANQUETE oferece inúmeras possibilidades numa transposição para o teatro.

Com direção Musical de Felipe Radicetti , cenografia de J.C. Serroni, luz de Cesar de Ramires e figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, o espetáculo contou com um coletivo de 20 atores e atrizes.

"Milhormeio de combater:
blague fundada sobre uma leve verdade,
enunciada com força e alegria.
Sou o maior chicanista da literatura brasileira.
Mas juro que chicaneio pra benefício dos outros.
Pra mim não quero nada, sou felicíssimo, não careço de nada."
Mário de Andrade

O Banquete

De Mario de Andrade

Dramaturgia de João Batista
Direção de Luiz Fernando Lobo

2024 - Armazém da Utopia, Teatro Vianinha - Rio de Janeiro

“Nós precisamos da fantasia para pensar o mundo. E para transformá-lo.” China Miéville

A peça do dramaturgo russo Eugène Schwartz conta a história das batalhas contra os dragões que se espalham por todas as partes do mundo. Com as armas forjadas pela classe operária, Lancelot luta para cortar as três cabeças de um dragão que mantém uma cidade dominada há 400 anos. Um conto de fadas para adultos, uma fábula que narra a história de um povo que não conhece a verdadeira liberdade.

“Não se conta um conto de fadas para esconder, mas para revelar”, diz o autor e escritor russo Eugène Schwartz, que iniciou a dramaturgia de O Dragão às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, Hitler e Stalin assinam o pacto germano-soviético, um pacto de não agressão (um pacto de “paz”). Era “meia-noite no século”. Em 1941 Hitler quebrou o pacto com a Operação Barbarossa, invadindo a Rússia e abrindo a segunda frente de batalha da Segunda Guerra Mundial. No final de 1941 Stalingrado é sitiada pelos alemães. O destino do mundo está sendo disputado nos vastos espaços da União Soviética. Schwartz retomou a ideia em 1943, quando foi banido, junto com toda a companhia do Teatro de Comédia de Leningrado para a hoje cidade de Duchambé, no Tajiquistão, e, em um ano, concluiu "O Dragão".

A montagem da Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, leva à cena o encantamento e a imaginação dos contos fantásticos, as cores de Chagall e a potência histórica de uma memória de luta ancorada em nossa realidade.


- “O Dragão” é uma peça que, apesar de escrita em 1943, traz de volta as conquistas do teatro russo-soviético dos anos 20 e dos anos 30. Um texto profundamente político, onde a fantasia tem um papel fundamental. O espetáculo é oportuno e necessário, especialmente quando nos encontramos na iminência de uma possível 3ª Guerra Mundial e assistimos passivamente ao assassinato de milhares de civis em Gaza, no Líbano e em outras partes do mundo”, afirma o diretor.

Beth Filipecki e Renaldo Machado assinam os figurinos, Cesar de Ramires a luz, Felipe Radicetti a direção musical e trilha original. A preparação corporal é de Luiza Moraes, e a parte da acrobacia aérea leva a assinatura de Adelly Costantini e Lana Borges. O grande dragão, a máscara do gato e outros adereços foram confeccionados por Eduardo Andrade, enquanto Claudio Baltar é o responsável por ter projetado a traquitana em que Lancelot e o Dragão de seis metros sobrevoam a plateia. Em cena, 24 atores se revezam, entre personagens e o coro operário, lanceiros e tropa de choque. A tradução da peça é da escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Tuca Moraes assina a direção de produção.

anotacoes_diretor_p2e3.png

Anotações do diretor

O diretor Luiz Fernando Lobo tem o hábito de anotar todo o seu processo de pesquisa, criação, ensaios e montagens dos espetáculos da Companhia Ensaio Aberto, em seus “cadernos de trabalho”. Nesse caso, as anotações são direto no texto da dramaturgia de O Banquete, datado de 2024. Ao lado, amostra de quatro primeiras páginas do material. Pesquisadores podem solicitar visita ao acervo da Ensaio Aberto.

Se você é pesquisador, quer ter acesso ou saber mais sobre o acervo artístico da Companhia Ensaio Aberto e suas produções, entre em contato com publico@ensaioaberto.com.

bottom of page