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História da Classe Trabalhadora Brasileira_Thiago Gouvea_2023.JPG

Exposição Classe Trabalhadora Brasileira | Fotos Thiago Gouvea (2023)

“Mas ele desconhecia

 Esse fato extraordinário:

Que o operário faz a coisa

E a coisa faz o operário.”

(Vinícius de Moraes)

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Como parte da programação de 30 anos de luta, trabalho e resistência, a Companhia Ensaio Aberto realizou a exposição “História da Classe Trabalhadora Brasileira” em novembro de 2023, no Armazém da Utopia. 

 

Com direção de Luiz Fernando Lobo, História da Classe Trabalhadora Brasileira aprofunda-se no processo de formação do proletariado brasileiro, através da análise dos principais ciclos industriais do século XX e das greves históricas brasileiras; na crítica de Marx para as lutas operárias e, ainda, nas novas facetas do capital presentes nos processos contemporâneos de “uberização” do trabalho.

 

Na exposição, 15 atores retratam essa história do ponto de vista do trabalhador, por meio de uma série de intervenções teatrais, mesclando as artes visuais, as artes cênicas, a música, a literatura, instalações multimídia e o cinema. Além da presença dos atores, são representados ao longo das salas, os momentos históricos dos períodos como os ciclos de industrialização das eras Vargas e JK, as encruzilhadas geradas pelo golpe civil-militar de 1964 que criaram o cenário para as greves do ABC no final dos anos 1970 e o nascimento do novo sindicalismo.

 

“É muito simbólico realizar essa exposição no momento em que esse grande armazém centenário está em obras, com 40 operários trabalhando no restauro, reforma e construção do novo Armazém da Utopia. Arte e realidade em diálogo”, refletiu a produtora e atriz Tuca Moraes.

História da Classe Trabalhadora Brasileira

Exposição
Direção de Luiz Fernando Lobo

2023 - Armazém da Utopia - Rio de Janeiro

“Nós precisamos da fantasia para pensar o mundo. E para transformá-lo.” China Miéville

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A peça do dramaturgo russo Eugène Schwartz conta a história das batalhas contra os dragões que se espalham por todas as partes do mundo. Com as armas forjadas pela classe operária, Lancelot luta para cortar as três cabeças de um dragão que mantém uma cidade dominada há 400 anos. Um conto de fadas para adultos, uma fábula que narra a história de um povo que não conhece a verdadeira liberdade.

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“Não se conta um conto de fadas para esconder, mas para revelar”, diz o autor e escritor russo Eugène Schwartz, que iniciou a dramaturgia de O Dragão às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, Hitler e Stalin assinam o pacto germano-soviético, um pacto de não agressão (um pacto de “paz”). Era “meia-noite no século”. Em 1941 Hitler quebrou o pacto com a Operação Barbarossa, invadindo a Rússia e abrindo a segunda frente de batalha da Segunda Guerra Mundial. No final de 1941 Stalingrado é sitiada pelos alemães. O destino do mundo está sendo disputado nos vastos espaços da União Soviética. Schwartz retomou a ideia em 1943, quando foi banido, junto com toda a companhia do Teatro de Comédia de Leningrado para a hoje cidade de Duchambé, no Tajiquistão, e, em um ano, concluiu "O Dragão".

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A montagem da Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, leva à cena o encantamento e a imaginação dos contos fantásticos, as cores de Chagall e a potência histórica de uma memória de luta ancorada em nossa realidade.


- “O Dragão” é uma peça que, apesar de escrita em 1943, traz de volta as conquistas do teatro russo-soviético dos anos 20 e dos anos 30. Um texto profundamente político, onde a fantasia tem um papel fundamental. O espetáculo é oportuno e necessário, especialmente quando nos encontramos na iminência de uma possível 3ª Guerra Mundial e assistimos passivamente ao assassinato de milhares de civis em Gaza, no Líbano e em outras partes do mundo”, afirma o diretor.

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Beth Filipecki e Renaldo Machado assinam os figurinos, Cesar de Ramires a luz, Felipe Radicetti a direção musical e trilha original. A preparação corporal é de Luiza Moraes, e a parte da acrobacia aérea leva a assinatura de Adelly Costantini e Lana Borges. O grande dragão, a máscara do gato e outros adereços foram confeccionados por Eduardo Andrade, enquanto Claudio Baltar é o responsável por ter projetado a traquitana em que Lancelot e o Dragão de seis metros sobrevoam a plateia. Em cena, 24 atores se revezam, entre personagens e o coro operário, lanceiros e tropa de choque. A tradução da peça é da escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Tuca Moraes assina a direção de produção.

Se você é pesquisador, quer ter acesso ou saber mais sobre o acervo artístico da Companhia Ensaio Aberto e suas produções, entre em contato com publico@ensaioaberto.com.

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